Em 17 de abril de 2016, o Brasil presenciou a votação do segundo pedido de impeachment de um presidente desde a redemocratização. Ao contrário do que ocorreu em 1992, quando Fernando Collor renunciou antes da conclusão do processo, o impeachment de Dilma Rousseff foi levado até o fim. Esse período foi marcado por intensas controvérsias e manifestações misóginas dirigidas à então mandatária.
A Câmara dos Deputados estava repleta de pessoas, com um ambiente agitado, onde empurrões e faixas se destacavam. As justificativas dadas pelos deputados durante a votação foram momentos que ficaram na memória coletiva, como o discurso de Jair Bolsonaro, na época deputado federal pelo Rio de Janeiro, que dedicou seu voto ao torturador Carlos Alberto Brilhante Ustra, responsável por atrocidades cometidas contra Dilma durante a ditadura militar.
Jean Wyllys, na época deputado pelo PSOL, também se destacou nesse dia histórico. Ele foi atacado verbalmente por Bolsonaro e respondeu com uma cusparada. Esse incidente levou Jean a enfrentar diversas ameaças, resultando em sua decisão de deixar a política e sair do Brasil. Uma década depois, ele se encontra com Andrea Dip no programa Pauta Pública, refletindo sobre as consequências daquela votação marcante e o impacto do impeachment de Dilma na política e sociedade brasileira, além das implicações para as eleições de 2026.
