Ação contra mineração ilegal em Minas está em suspense sob a gestão de Toffoli no Supremo Tribunal.

Nos últimos anos, o Sindicato dos Servidores Estaduais do Meio Ambiente de MG (Sindsema) vinha recebendo denúncias de perseguições a funcionários públicos que tentavam fazer cumprir a legislação ambiental. Wallace Alves, presidente do sindicato, destacou que diretrizes insustentáveis vinham de cima, decididas após reuniões com empresários. A Operação Rejeito, deflagrada em setembro de 2025, mirou empresários da mineração e membros de governos suspeitos de crimes ambientais, corrupção e lavagem de dinheiro, incluindo ex-chefes dos servidores. Os investigados são acusados de receber propina para concessão de licenças ambientais ilegais para mineradoras como Gute Sicht, Fleurs Global e Empabra, resultando em lucros milionários e pagamento de propinas.

Alguns dos investigados foram soltos por decisões do ministro Dias Toffoli, que determinou sigilo sobre o inquérito e a utilização de tornozeleiras eletrônicas. Parte dos suspeitos é acusada de ter ligações com autoridades com foro privilegiado, o que levou o processo ao Supremo Tribunal Federal. A investigação revelou a influência de empreendedores na concessão irregular de licenças ambientais e a corrupção sistêmica no setor.

Os moradores próximos à Serra do Curral, alvo das atividades das mineradoras, sofrem com os impactos ambientais da mineração ilegal e a negligência das empresas. Mesmo com a operação Rejeito, que desmantelou parte do esquema, os moradores continuam enfrentando problemas ambientais e de saúde decorrentes das atividades ilegais das mineradoras na região já exploradas por mais de cinco anos sem licenças. A operação revelou uma estrutura enraizada de corrupção e influência política que afeta não apenas as empresas, mas todo o sistema de regulação ambiental em Minas Gerais.

By Brasilia Hoje

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